Coube ao filho de Bolsonaro, Carlos, trazer triste notícia sobre o pai: ‘Calafrios só de olhar’

Carlos Bolsonaro Relata Quadro de Saúde Alarmante do Pai e Expõe Noite de Desespero

Noite de Tensão e Relatos Desesperadores

A madrugada desta sexta-feira, 21 de novembro, transformou-se em um dos momentos mais tensos vividos pela família Bolsonaro desde o início da prisão domiciliar do ex-presidente. Carlos Bolsonaro, visivelmente abalado, publicou uma série de mensagens relatando o estado preocupante do pai. Segundo ele, Jair Bolsonaro enfrentou horas agonizantes, marcadas por crises intensas de soluço, vômito e risco de broncoaspiração — um quadro que, segundo o vereador, poderia resultar em consequências fatais.

Carlos descreveu aquela noite como “torturante”, afirmando que teme que o pai possa sufocar durante o sono devido ao refluxo agravado pelas crises sucessivas. A situação, que já era delicada, ganhou contornos dramáticos quando o vereador relatou que Bolsonaro soluçava mesmo enquanto dormia.

Desabafo nas Redes e Acusações Graves

O desabafo de Carlos Bolsonaro foi publicado no X (antigo Twitter), onde o vereador relatou nunca ter visto o pai em uma condição tão debilitada. Em tom de desespero, ele afirmou sentir “calafrios” ao observar o ex-presidente dormir, temendo que um episódio grave possa ocorrer a qualquer momento.

“Estou com meu pai e jamais o vi como está. Está soluçando dormindo e fico com medo de refluxo nesse estado”, escreveu. Segundo ele, medidas judiciais estariam impedindo que imagens da situação fossem divulgadas, o que ele classificou como “ilegal”.

Em outro trecho, Carlos afirmou que a madrugada foi “sem descanso” e que a saúde física e mental de Bolsonaro está sendo corroída dia após dia. O vereador classificou o quadro como algo “calculado” para “matar” o ex-presidente — uma acusação grave que repercutiu de forma intensa entre apoiadores nas redes.

Relatos Confirmados por Marcel van Hattem

A preocupação da família ganhou reforço com o depoimento do deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), que esteve com Bolsonaro dois dias antes, na quarta-feira (19). Van Hattem relatou que testemunhou pessoalmente os “soluços constantes” do ex-presidente durante toda a tarde e descreveu o estado psicológico dele como de “profunda inconformidade”.

Segundo o parlamentar, o ex-presidente demonstra sinais claros de desgaste emocional, agravados pela instabilidade jurídica e pela expectativa de possível transferência da prisão domiciliar para o regime fechado. Van Hattem afirmou que a situação é “visivelmente grave” e que Bolsonaro demonstrava forte abalo emocional.

Problemas de Saúde Recorrem Desde 2018

Os problemas digestivos que hoje preocupam a família não são novidade. Desde o atentado sofrido em 2018, Bolsonaro enfrenta complicações recorrentes no sistema gastrointestinal, que já o levaram a diversas internações e procedimentos médicos complexos.

Atualmente cumprindo prisão domiciliar desde 4 de agosto, o ex-presidente segue monitorado por médicos, mas as crises recentes têm se tornado mais frequentes. A possibilidade de transferência para o presídio da Papuda — cenário considerado dramático por aliados — intensifica o clima de apreensão.

Para a defesa, o estado debilitado de saúde é um argumento central para impedir que Bolsonaro seja levado ao regime fechado. Os advogados tentam demonstrar que o ex-presidente não possui condições clínicas de permanecer em um ambiente prisional comum, o que poderia, segundo a família, representar risco concreto à sua vida.

Clima de Insegurança e Expectativa na Residência em Brasília

Enquanto o Supremo não define o destino final de Bolsonaro, a casa onde ele cumpre prisão domiciliar se tornou palco de tensão constante. Carlos descreveu o ambiente como uma verdadeira rotina de “sobrevivência”, com familiares revezando a atenção ao ex-presidente e monitorando cada episódio de soluço, vômito ou mal-estar.

A cada crise, cresce o temor de que Bolsonaro não resista caso seja encaminhado à Papuda. A família insiste que o quadro clínico atual exige cuidados especiais, não compatíveis com a estrutura de um presídio comum.

Diante disso, apoiadores têm intensificado a pressão nas redes e em gabinetes políticos para que o Supremo mantenha o ex-presidente em casa enquanto a situação médica não melhora.

Rolar para cima